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Aplicativos: Empresas tradicionais ressaltam concorrência desleal


Matéria veiculada na edição de março deste ano da Revista Valor Setorial Logística, do Jornal Valor Econômico, aborda a disputa por clientes entre os aplicativos e as empresas formais de motofrete.

O texto faz um comparativo do setor de entregas rápidas e os seus dois universos “bem diferentes: o de empresas tradicionais, que trabalham com empregados registrados, e o de empresas de aplicativos”, informa o impresso.

A reportagem conversou com o presidente do SEDERSP, Fernando Souza, com o fundador de um dos aplicativos, com um empresário do setor formal e também com o presidente do sindicato laboral. Acompanhe alguns trechos da reportagem:

“Na visão de Fernando Souza, presidente do Sindicato das Empresas de Distribuição de Entregas Rápidas do ESTADO de São Paulo (SEDERSP), a recessão econômica dos últimos anos, somada à concorrência dos aplicativos, fez com que sobrevivessem só as empresas bem estruturadas”, aponta a revista.

Veja o que disse o presidente da entidade sobre o assunto: “No ano passado, 1,2 mil empresas de entregas rápidas fecharam no Estado de SP. Em 2017, outras encerraram as atividades. Em 2014, o Estado tinha 12,5 mil empresas no segmento e hoje não chegam a cinco mil. A tendência é ficar cada vez pior, porque as empresas de aplicativos, que não registram os motoboys, concorrem oferecendo preços até 40% inferiores. Mesmo tendo sido autuadas pelo Ministério Público do Trabalho, elas recorrem e seguem ativas. Estamos tendo que nos reinventar”.

Como exemplo de novas formas de atuação, Fernando destacou que algumas empresas tradicionais agregaram serviços compartilhados para a entrega de documentos, remédios e e-commerce, a fim de reduzir custos, bem como serviços que possam ser feitos no dia seguinte agrupados a outros pedidos para oferecer valor competitivo. “Dessa forma, conseguimos manter um ponto de equilíbrio. Oferecendo descontos não aumentamos o nosso faturamento, mas conseguimos nos manter no mercado. Essa opção surgiu em 2018 e a maioria das empresas adotou o sistema. Mas isso não impediu que um número tão elevado de empresas fechasse as portas”.

Os riscos de acidentes com motoboys por aplicativos também foi destaque da matéria - vale lembrar que em janeiro deste ano, técnicos da Prefeitura de São Paulo associaram aumento de morte de motoboys aos apps irregulares. Sob essa acusação, o fundador de um dos aplicativos disse que seus entregadores pilotam “abaixo da velocidade permitida”.

Também citado na reportagem, o presidente do sindicato laboral da categoria motofretista, Gilberto Almeida, enfatizou que esse problema (acidentes) é consequência da atuação de empresas de aplicativos. “Essas empresas se autodefinem como de tecnologia que fazem intermediação de negócios, mas são empresas de entregas rápidas que usam tecnologia. Para se livrar dos encargos com os motoboys, trabalham com microempreendedores, sem precisar ter encargos trabalhistas e responsabilidades”, disse Gilberto.

“Segundo Santos, elas incentivam prêmios nos dias de chuva para os que fizerem o maior número de entregas”, aponta a revista. Ainda nessa temática, o impresso cita que o presidente laboral também destaca que essas empresas de apps são alvo de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MTP) por “burlarem a relação de emprego”.

A insatisfação de antigos motofretistas formais que abandonaram a carteira assinada para trabalhar por conta através dos aplicativos também foi abordada na matéria. O empresário Danilo Santana, que atua no segmento de entregas rápidas há 25 anos, notou um retorno desses profissionais arrependidos: “De cada 100 candidatos que nos procuram em busca de novo emprego, cinco vem de aplicativos. Eles relatam ter sofrido algum tipo de acidente sem receber o respaldo e a assistência que o celetista tem. Sentimos também nos últimos oito meses que o mercado deu uma aquecida. Apesar da concorrência desleal, sentimos uma procura maior pelos nossos serviços”, disse Danilo em reportagem. 

(Com informações da Revista Valor Setorial Logística – Jornal Valor Econômico, edição Março 2019)